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Notícias - Esportes

16 de Agosto de 2019 ás 12:22:59

Clube promissor, Luverdense cai para a Série D do Brasileiro; veja cinco motivos para queda

Com apenas 15 anos de história, Verdão do Norte ganhou títulos, chegou à Série B do Brasileiro, venceu gigantes e amarga o rebaixamento para a quarta divisão nacional.

Foto por: Assessoria/LuverdenseEC

Um clube jovem e que por anos foi um espelho de gestão. Os resultados vieram dentro de campo e em plena ascensão, o Luverdense chegou até a Série B do Campeonato Brasileiro. Disputou a segunda principal divisão do futebol nacional por quatro anos consecutivos, e teve o seu ápice em 2016, quando terminou na 9ª colocação. Com a derrota para o Paysandu nesta quinta-feira, o clube foi rebaixado para a Série D do Brasileiro.

Fundado em 2004 por um grupo de empresários da cidade de Lucas do Rio Verde - cerca de 320 km de Cuiabá -, o sucesso era improvável. No coração de Mato Grosso, em uma região próspera do agronegócio, o município crescia rapidamente e o Luverdense aproveitou esse embalo. O principal idealizador e quem está a frente do clube como presidente desde o seu início é Helmute Lawisch, um sonhador que fez tudo virar realidade.

Os títulos não demoraram a acontecer. No primeiro ano levantou a Copa Mato Grosso. Foram três títulos estaduais - 2009, 2012 e 2016 -, e o título da Copa Verde de 2017. O auge foi em 2013 quando conquistou o acesso à Série B do Brasileiro. O clube disputou a segunda divisão por quatro anos - 2014 a 2017. E em 2019 a pior notícia: rebaixamento para a Série D do Brasileiro.

Forte atuando em Lucas do Rio Verde e em Mato Grosso, o clube teve sucesso contra grandes clubes do futebol brasileiro. Venceu o Corinthians, Vasco e Santos. Ainda conquistou empates diante de Internacional e Fluminense.

Com tantas glórias recentes, o rebaixamento para a Série D do Brasileiro é uma parte triste na história do jovem Luverdense. Abaixo, listamos cinco motivos para explicar o rebaixamento do time para a quarta divisão nacional.

Falta de recurso

Com a queda da Série B do Brasileiro em 2017, o Luverdense diminuiu, e muito, a sua receita. Ano passado os cofres alviverdes tiverem um refresco com a vaga direta nas oitavas de final da Copa do Brasil e com as vendas do zagueiro Luiz Otávio para a Chape e do volante Ricardo para o futebol português. Porém, para esta temporada, as fontes secaram. Os patrocinadores minguaram e o presidente Helmute ficou praticamente sozinho. Para piorar, o clube tem muitas dívidas trabalhistas de contratos mal feitos em anos anteriores.

Sem dinheiro não se faz futebol. No começo, foi gasto muito dinheiro para chegar ao auge. Ao atingi-lo, as receitas foram altas, principalmente pelas cotas milionárias da Série B do Brasileiro. Porém, esse cenário não existe nas divisões inferiores.

Helmute desanimou

O presidente e principal colaborador do Luverdense desde o seu início, Helmute Lawisch, não tem o mesmo interesse pelo clube. Era participativo, cobrava, ficava irritado com tudo que dava errado. Mas isso não acontece mais. Para um clube sem torcida atuante e numerosa, falta quem cobre. Pessoas próximas ao presidente percebem a falta de interesse e citam que ele está indiferente.

O mandato de Lawisch termina ao fim de 2019 e o futuro do Luverdense é uma incógnita. Apesar de não ter tido mudanças na presidência, o clube não é uma empresa, não tem um dono. Nos próximos dias deve haver uma definição sobre quem assumirá o Verdão do Norte.

Mudança nas contratações

Conhecido historicamente por contratar jogadores jovens e promissores, este ano o Luverdense adotou uma postura diferente. Capitaneada pelo diretor de futebol Maico Gaúcho, que está no clube desde 2013, a aposta foi, em sua maioria, por atletas mais experientes. A base do time tinha acima de 26 anos e até alguns acima de 30 anos.

Insistência no técnico

Com forte ligação com o Luverdense, o técnico Júnior Rocha, mesmo com uma campanha ruim, foi mantido no cargo até o rebaixamento. Em 17 jogos na Série C do Brasileiro conquistou apenas uma vitória, dez empates e seis derrotas. Um aproveitamento de 25% dos pontos disputados. A diretoria não o demitiu porque acreditava que o problema não era o sistema de jogo ou o trabalho da comissão técnica, mas a falha dos jogadores dentro de campo.

Júnior Rocha foi o técnico do acesso para a Série B do Brasileiro, do título mato-grossense em 2016 e de boa parte da Copa Verde em 2017 - Odil Soares começou a campanha. Esteve à frente em grande psrte nos quatro anos de Série B. Porém, por outro lado, caiu com o time para a Série C e agora para a quarta divisão.

Torcida abandonou

Por ficar em um cidade pouco populosa - cerca de 65 mil habitantes -, o número de torcedores dentro do estádio Passo das Emas nunca foi grande. Mas na Série C do Brasileiro deste ano a torcida não compareceu. Com apenas 365 pessoas por jogo, é uma das piores médias dentre os 20 times da terceirona. Fica na frente apenas de Ypiranga-RS, Boa Esporte e São José-RS.

Para provar o abandono, no último jogo contra o Paysandu, a torcida visitante era superior a do Luverdense em um jogo que valia a permanência do time na Série C do Brasileiro.

 

Fonte: Olímpio Vasconcelos — Cuiabá

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