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Notícias - Esportes

05 de Fevereiro de 2019 ás 16:21:52

Torcedor na infância, Isaquias Queiroz é apresentado no Flamengo: "Minha oportunidade"

Dono de três medalhas olímpicas e sete em Mundiais, baiano de 25 anos é torcedor do São Paulo, mas torceu pelo Rubro-Negro quando criança: "Nunca tive uma coletiva assim"

Foto por: Gabriel Fricke

Dono de três medalhas olímpicas na Rio 2016 (duas pratas e um bronze) e sete em Mundiais (quatro ouros e três bronzes), o baiano Isaquias Queiroz, de 25 anos, está de volta ao Flamengo, clube que defendeu de 2010 a 2013. O atleta de Ubaitaba assinou com o clube da Gávea até a Olimpíada de Tóquio 2020 e foi apresentado oficialmente nesta terça-feira na sede náutica, na Lagoa Rodrigo de Freitas, palco das três medalhas olímpicas de Isaquias no Rio de Janeiro.

A apresentação atraiu, além de jornalistas, jovens dos esportes náuticos do Rubro-Negro. Isaquias não escondeu o nervosismo na apresentação. Torcedor do São Paulo, o baiano de Ubaitaba disse que sempre foi rodeado de flamenguistas e, por isso, chegou a torcer pelo clube quando criança. E, até por isso, brincou ao fazer uma previsão: logo também vai torcer pelo Rubro-Negro.

- Ubaitaba, não só Ubaitaba, mas a Bahia toda. A maioria do meus amigos é flamenguista. Eu também torcia para o Flamengo na minha infância. Conhecendo o futebol um pouco mais, eu acabei virando torcedor do São Paulo. Mas com minha vinda para o Flamengo, vou acabar torcendo para o Flamengo, né? Vai acabar rolando aquela discussãozinha de futebol, né (risos). É minha oportunidade de levantar meu nome mais ainda, representar um clube como esse... Mostra a grandeza mais ainda do Flamengo. Nunca tive uma coletiva assim (risos), com a imprensa, os atletas presentes, só de falar que é Flamengo toda a imprensa quer saber.

Isaquias também falou do peso da oportunidade de defender o Flamengo, além da responsabilidade que terá com novos atletas do clube.

- Gostei muito da oportunidade que o Flamengo me deu de representar um dos melhores clubes do mundo e do Brasil. Quando assinei com o Flamengo, deixei claro que não queria ser um atleta só de contrato, de assinar, receber. Desde o começo deixei claro que queria vir ao Rio de vez em quando passar um tempo aqui com os outros atletas para passar experiência - afirmou o medalhista olímpico.

A diferença para a primeira passagem - quando não recebia remuneração - é que, desta vez, o esportista veio para ser a estrela do "Flamengo Náutico", um projeto que reúne ainda o jovem canoísta Jacky Goodman e o medalhista de bronze na Paralimpíada Rio 2016, Caio Ribeiro. O projeto custará R$ 350 mil ao Rubro-Negro, e a tendência é que Isaquias renove até Paris 2024.

-É meu papel trazer resultado tanto pro Flamengo quanto para o Brasil, mas também incentivar a garotada e desenvolver a canoagem. E, quem sabe, um dia, seja possível para atletas da canoagem e do remo chegarem onde cheguei. Espero continuar treinando ainda mais e alcançando resultados para incentivar a nova geração que está vindo aí - afirmou.

Jorge Bichara, diretor de esportes olímpicos do Comitê Olímpico do Brasil, também ressaltou a importância de Isaquias de assinar com um clube do peso do Flamengo.

- O Flamengo é um clube de muita tradição nos esportes olímpicos do país, o COB fica muito feliz de ver o incentivo que o Flamengo faz nos últimos anos no esporte olímpico. Fico muito feliz de estar acompanhando essa mudança de vida do Isaquias, que cresceu nos últimos anos em virtude de seu empenho. Vocês estão contratando um atleta maduro e de muita competência.

Apesar de ter fechado com o Rubro-Negro, Isaquias Queiroz seguirá treinando com seu parceiro Erlon de Souza em Lagoa Santa, cidade perto de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Em um projeto bancado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), o baiano de 25 anos tem uma lagoa exclusiva para treinamentos. Esporadicamente, contudo, virá ao Rio de Janeiro para treinos específicos com o Flamengo.

Atualmente, ele é comandado por Lauro de Souza, apelidado de Pinda por ser de Pindamonhangaba, no interior de São Paulo. O novo treinador era assistente técnico do espanhol Jesus Morlán, que morreu em novembro após uma longa luta contra um câncer no cérebro. O estrangeiro deixou um legado na canoagem velocidade, além de três medalhas olímpicas e 10 em Mundiais à frente do Brasil.

 

Fonte: Gabriel Fricke, Fernando Saraiva e Renata Heilborn — Rio de Janeiro, R

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