Últimas notícias
Os integrantes do grupo conviver esperança comemoraram o Natal, nesta terça-feira dia 12 de dezembro!| Prefeitura realiza Natal das Crianças com sorteio de bicicletas e muita diversão| Prefeito de Gaúcha do Norte participa de reunião sobre BR-242| Veja o Vídeo: MPF apura retirada excessiva de água do Rio Araguaia, em Goiás| Secretaria de Agricultura de São José do Xingu comemora avanços em 2017|
Notícias - Esportes

12 de Outubro de 2017 ás 10:58:52

Bate-Estaca diz que teve melhor atuação da carreira contra Gadelha: "Foi arrasador"

Lutadora destaca evolução técnica, agradece treinador Gilliard Paraná e afirma ter tido chances para finalizar, mas quis levar até o fim "para fazer uma luta empolgante".

Foto por: Alexandre Fernandes

Jéssica Andrade chegou como azarão no dia 22 de setembro, em Saitama, no Japão, quando fez o co-evento principal do "UFC: St-Preux x Okami" contra Cláudia Gadelha. Entretanto, uma vitória dominante por decisão unânime alçou Bate-Estaca ao posto de número 1 do ranking do peso-palha (até 52kg), que pertencia a sua compatriota. Depois de alguma dificuldade no começo da luta com a trocação de Gadelha, ela mostrou extrema superioridade na luta agarrada e, em entrevista ao Combate.com, declarou ter preferido não finalizar o confronto antes dos três rounds.

- Já revi a luta algumas vezes e sabe como se você estivesse lutando ainda? Me imagino lutando ainda, fico tremendo, dou soco no vento... Mas nessa luta estava muito bem preparada, focada no que tinha que fazer, queria muito ser número 1 do ranking, então fiz de tudo na luta, dei meu máximo e deu tudo certo. O mestre (Gilliard Paraná) foi essencial pra mim, consegui impor nosso jogo, estava bem tranquila, pensando e, toda vez que assisto, falo: "Estava muito bem, deu tudo certo". Com certeza foi a melhor atuação que tive até hoje, de todas as minhas lutas foi a que consegui botar mais técnica, pensei mais, teve vários momentos que tinha a opção de finalizar a luta, mas não queria. Queria fazer uma luta empolgante para mostrar que estava mais preparada - garantiu.

Apesar do imponente triunfo, Jéssica evitou pedir revanche contra Joanna Jedrzejczyk, campeã da divisão que a venceu em maio deste ano. Seu foco está em Karolina Kowalkiewicz, que luta no dia 21 contra Jodie Esquibel no UFC Polônia. A atleta da PRVT também agradeceu seu treinador Gilliard Paraná pela evolução e comentou as provocações de Gadelha antes da luta, que a chamou de "sem técnica, muito brigona".

Confira as declarações de Jéssica Bate-Estaca:

Surpresa por performance dominante

Não esperava. A Claudinha é faixa-preta, imaginei que fosse ser uma luta mais empolgante da parte dela também, mas, quando vi que no fim do segundo round ela estava sem gás, falei: "A luta vai ser minha". Mesmo com corte na cabeça, consegui cortar ela também: "Agora é a minha vez, vou soltar o cacete". Ela me impressionou no começo na trocação, mas o gás acabou. Não sei se ela ficou nervosa, se sentiu minha mão, mas consegui impor meu jogo e foi arrasador.

Dificuldade com trocação de Claudinha no primeiro round

Não imaginava que ela estivesse com a trocação tão boa. Colocou bons golpes, mas no começo tentei sentir mais, ver o que podia fazer, como podia entrar, já que temos praticamente a mesma altura, então seria uma luta que não precisaria encurtar porque a envergadura era praticamente a mesma. Era só achar o momento. Ela esperava que eu fosse igual uma louca para cima dando cruzado e foi uma luta bem técnica, coloquei mais jabs, socos em linha, que as pessoas não me veem fazendo já que solto mais cruzados. No começo do round ela encontrou bem o jogo, tanto que, quando acertou a cotovelada, saiu rindo. Aquilo me deu mais raiva ainda. "Ah é? Calma que vai ter volta". Quando botei ela para baixo, foi a minha vez. Foi a hora do filho chorar e a mãe não ver (risos)

Guilhotina de Gadelha durante a luta

Todo mundo acha que tava bem encaixada, mas não tava. Guilhotina é minha especialidade. Aprendi a defender muito bem. Quando ela pegou, eu estava com o pescoço virado, ela estava puxando para trás, não ia pegar. Quando a câmera pega de cima, dá para ver meu queixo no canto. Ela não encaixou direito. Fez muita força, já estava acabando o round, deixei ela fazer força para cansar e voltar pior ainda no terceiro. Eu estava muito consciente, sabia muito o que tinha que fazer e a guilhotina na guarda com você em pé não funciona. Segurei a mão dela no fim, esperei o juiz separar e pensei: "Essa aqui é de casa, não tem como ser finalizada". Quando a guilhotina está encaixada, a pessoa sai com a cabeça vermelha, olho vermelho, mas eu saí normal.

Declarações de Gadelha antes da luta, que disse que ela Jéssica não tinha técnica

Como eu já falei, sou uma pessoa que começou há pouco tempo, em 2011. Em 2013 já estava no UFC. Então toda a técnica, tudo que vim aprendendo, aprendi dentro da organização. Vim evoluindo a cada luta. Não tinha como ser muito técnica porque comecei ali. Então meu jogo agressivo sempre falou mais alto do que a técnica, mas, quando fui lutar com ela, já tinha treinado muito, estava melhor, mais técnica, mas deixei para mostrar dentro do octógnoo. Venho evoluindo sim, aprendendo a bater mais certo, colocar golpes mais fortes, mostrando que estou bem diferente. Quando ela falou que só tenho grosseria, eu tenho grosseria, mas às vezes a grosseria acaba com a técnica. Já vi muitas lutas de pessoas que são técnicas, campeões mundiais, e pegam pessoas grossas, que vão para cima, não param, e elas se confundem e perdem o "timing". Sabia que isso poderia acontecer, mas sabia que estava mais técnica, melhor. Treinei muito com o mestre Paraná, ajustei muito a trocação. Aqui dentro que tenho que mostrar, não é la fora falando. E acho que consegui mostrar que estava mais técnica, com melhor estilo de luta. Também consegui retomar meu jogo, de pôr pra baixo e trabalhar o ground and pound

Encontros com Gadelha no Japão antes da luta

Nem teve tanta provocação. Passava por ela, fingia que nem estava vendo. Quando passava, escutava eles rindo depois lá atrás, não sei se era de mim, mas para mim tanto faz. Todas as vezes que encontrei, ela desviou o olhar, olhou para outro lugar, mas no dia da pesagem, na cerimonia, olhei para ela e falei: "Vai ser uma guerra". Dei risada, ela disse que sabia que ia ser e nos cumprimentamos. Não teve rivalidade. Teve muito respeito, algumas bobeiras faladas uma para a outra, mas o respeito falou mais alto.

Próximo passo no UFC

O próximo passo agora é esperar o UFC ver com quem vou lutar, esperar o melhor momento. A Joanna luta agora com a Namajunas, provavelmente descansa depois. Eu tenho certeza de que vou fazer mais uma e, quem sabe, o UFC não casa a luta com a Joanna. Vou aguardar. O próximo passo é Karolina ou alguma top 5. Ela luta sábado, bem perto, dá para descansar, fazer um novo camp e lutarmos. Não sei se o UFC fecharia para esse ano, mas com certeza volto em janeiro ou fevereiro. Mas se tiver para esse ano, também topo (risos).

Fonte: Alexandre Fernandes e Raphael Marinho, Niterói, RJ

O Portal não se responsabiliza pelos comentários aqui postados!