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Notícias - Canarana

12 de Março de 2018 ás 12:31:58

Secretaria de Saúde combate vetor da Leishmaniose em aldeias Xavante

As infecções em seres humanos são causadas por mais de 20 espécies de Leishmania.

Foto por: Jornal o Pioneiro

A Secretaria de Saúde de Canarana, através da Vigilância Ambiental e da Vigilância Epidemiológica, realizou no último dia 07 de março de 2018 uma ação de combate ao vetor da Leishmaniose, nas aldeias indígenas da etnia Xavante, onde ocorreram vários casos de Leishmaniose no final do ano passado e início deste ano.

Quase 20 pessoas entre agentes de endemias, cozinheira, equipe de Saúde Xavante e coordenadoras da Secretaria de Saúde, realizaram o mutirão de borrifação de inseticida nas ocas durante todo o dia.

“O trabalho foi bem intenso, pois eram vários lugares a percorrer com calor forte e bombas com 20 litros de veneno, mas graças a Deus fizemos um ótimo trabalho atendendo a população indígena Xavante e minimizando o problema dos mosquitos transmissores da Leishmaniose, entre outros insetos”, completou a coordenadora da Vigilância Ambiental, Christiane Silva.

Leishmaniose

Leishmaniose é uma doença causada por protozoário parasitas do gênero Leishmania e disseminada pela picada de certos tipos de flebotomíneos. A doença pode se apresentar de três maneiras: leishmaniose cutânea, mucocutânea ou visceral. A forma cutânea apresenta úlceras dérmicas, enquanto a forma mucocutânea apresenta úlceras na pele, boca, nariz; a forma visceral começa com úlceras dérmicas e, posteriormente, febre, número reduzido de hemácias e baço e fígado aumentados.

As infecções em seres humanos são causadas por mais de 20 espécies de Leishmania. Dentre os fatores de risco estão: pobreza, desnutrição, desmatamento e urbanização. Todo os três tipos podem ser diagnosticados mediante exame do parasita em microscópio. Além disso, o diagnóstico da forma visceral pode ser feito por meio de exames de sangue.

A prevenção parcial da leishmaniose se dá dormindo embaixo de cortinados tratados com inseticida. Outras medidas são borrifar inseticida para matar os flebotomíneos e tratar os portadores da doença assim que possível para impedir disseminação mais ampla. O tratamento necessário é determinado pelo local onde a doença é adquirida, a espécie de Leishmania e o tipo de infecção.

No presente, aproximadamente 12 milhões de pessoas estão infectadas em cerca de 98 países. A cada ano ocorrem entre 20 e 50 mil óbitos. Aproximadamente 200 milhões de pessoas na Ásia, África, América Central e do Sul e Europa meridional habitam áreas onde a doença é comum. A doença pode ocorrer em outros animais como cães e rodentes.

 

Fonte: Jornal o Pioneiro

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