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Notícias - Brasil

11 de Julho de 2018 ás 13:13:27

Goiás tem cinco cidades entre as 312 que estão em alerta para poliomielite, segundo Ministério da Saúde

O município de Baliza é o 40º com 12% da cobertura. Entenda quem deve e pode se vacinar contra a doença.

Foto por: Cristine Rochol/PMPA

Baliza, Ouro Verde de Goiás, Moiporá, Novo Planalto e Portelândia são as cinco cidades de Goiás que estão entre os 312 municípios em alerta para poliomielite, segundo levantamento do Ministério da Saúde. A doença está erradicada no Brasil desde 1990 e o último caso em Goiás foi registrado em 1989. No entanto, o baixo índice de imunização preocupa as autoridades do setor, já que a doença, que pode ser mortal, pode voltar a circular no país.

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Conhecida popularmente como “paralisia infantil”, a única forma de prevenção da doença é através da vacina. O Ministério da Saúde alertou que, nas cidades citadas, não há número suficiente de pessoas imunizadas contra a doença. O recomendado é que 95% da população de cada cidade esteja devidamente vacinada.

Em Goiás, o município de Baliza é o que tem a menor cobertura entre as cidades goianas com apenas 12% das crianças com menos de 1 ano imunizadas contra a doença.

Em abril deste ano, a Organização Mundial de Saúde (OMS) notificou surtos da doença na Venezuela e no Haiti de difteria, que causa dificuldade de respirar. Na Venezuela, 142 pessoas já morreram da doença desde 2016. No Brasil, seis casos suspeitos da doença relatados neste ano aguardam confirmação.

A doença pode causar paralisia, que começa de forma repentina, e pode afetar desde só as pernas, até o corpo inteiro, comprometendo até a respiração. Segundo o MS, a contaminação ocorre por contato “fecal-oral (mais frequentemente), por objetos, alimentos e água contaminados com fezes de doentes ou portadores, ou pela via oral-oral, através de gotículas de secreções da orofaringe (ao falar, tossir ou espirrar)”.

Imunização

A vacina inativada contra poliomielite (VIP) é recomendada para crianças aos 2, 4 e 6 meses de vida. Em seguida, elas devem receber dois reforços via oral (VOP - conhecida como “gotinha”): aos 15 meses e aos 4 anos de vida.

Conforme o Ministério da Saúde, “pessoas acima de 5 anos de anos não precisam se vacinar contra pólio”. A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), no entanto, afirmou que, mesmo fora da faixa etária recomendada, que até os 5 anos de idade, aqueles que não são imunizados “devem procurar uma unidade de saúde e se vacinar”.

Pessoas que já são “vacinadas e com registro no cartão de vacinação estão protegidas”.

Alertas

A pediatra Geovanna Batista explicou que a poliomielite é uma doença grave e que pode afetar, principalmente, crianças com menos de 5 anos. Por isso é tão importante que os pais ou responsáveis se atentem à vacinação.

“As crianças dessa faixa etária são mais suscetíveis a contrair essas infecções. Primeiro devido ao fato de muitas frequentarem lugares fechados e com maior densidade de pessoas como creches e escolas, por exemplo. Além disso, elas têm um sistema imunológico ainda em formação”, alertou.

Ainda segundo ela, a doença é considerada grave e pode causar danos irreparáveis e até levar à morte, em casos raros. “Os sintomas podem ser parecidos com os de outras doenças virais como ou infecções gastrintestinais como náusea, vômito, constipação, dor abdominal e, raramente, diarréia. Porém, 1% das pessoas que contraem poliomielite pode desenvolver a forma paralítica da doença, que pode causar sequelas permanentes, insuficiência respiratória e, em alguns casos, levar à morte”, afirmou.

Sarampo

Outra doença grave e contagiosa que preocupa os órgãos de saúde é o sarampo. Erradicada desde 2016 no Brasil, a doença voltou em um surto no norte do país em 2018. Entre 1º de janeiro e 23 de maio deste ano, foram registrados 995 casos de sarampo no país (sendo 611 no Amazonas e 384 em Roraima), incluindo duas mortes, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Sete cidades goianas também apresentam baixo índice de imunização contra a doença. São elas: Ouro Verde de Goiás, Abadiânia, Novo Planalto, Faina, Baliza, Moiporá e Portelândia.

Conforme o MS, a imunização contra o sarampo é feita através da vacina Tríplice Viral. O órgão alerta que é uma doença “extremamente contagiosa” e pode ser transmitida através do contato com secreções.

Os primeiros sintomas são parecidos com os da gripe, mas evoluem ainda para o aparecimento de manchas vermelhas pelo corpo. As mortes relacionadas com a doença ocorrem, muitas vezes, por causa de complicações no quadro.

Proteção

As vacinas que protegem contra o sarampo são as conhecidas como tríplice viral e tetra viral. A recomendação do Ministério da Saúde é que, aos 12 meses de vida a pessoa seja imunizada com a tríplice viral e, aos 15 meses, com a tetra.

No entanto, caso não tenha recebido as doses no período indicado, a pessoas de até 29 anos precisam ter duas doses da tríplice. Para pessoas entre 30 e 49 anos, que não são imunizadas, é recomendado uma dose única.

O MS afirma ainda que “quem já tomou duas doses durante a vida, da tríplice ou da tetra, não precisa mais receber a vacina”.

 

Fonte: Escrito por: Vanessa Martins - G1 GO

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